quarta-feira, 26 de outubro de 2016

"Chuva" de Vocações nas Comunidades Neocatecumenais

Cristo disse que uma arvore boa não pode de forma alguma dar frutos ruins, e que pelos frutos é possível conhecer as árvores. Para conhecer qualquer realidade da Igreja basta olhar os frutos do trabalho realizado por seus membros. Desde o início do blog há um empenho muito grande em mostrar os frutos do trabalho de evangelização realizado para a Igreja pelo Caminho Neocatecumenal em diversas regiões do mundo, a fim de que na medida do possível se tenha a certeza de que o itinerário de formação cristã foi inspirado pela Virgem Maria e é conduzido pelo Espírito Santo. Frutos como o grande número de conversões, famílias reestruturadas, renovação da fé de inúmeras pessoas são a prova definitiva de que a "arvore" chamada Caminho Neocatecumenal não é ruim.

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Além dos bons frutos citados, há um específico que é de suma importância para a evangelização e para a Igreja: o despertar vocacional no interior das comunidades neocatecumenais. Uma prova forte da presença de Deus na vida dos jovens que fazem parte do itinerário é a sede que eles possuem em descobrir a sua vocação, e mais do que isso, de doar completamente a sua vida por amor á Cristo e a Igreja. Alguns se sentem chamados ao presbiterado para ser presença do amor e da misericórdia de Cristo no mundo de hoje, algumas irmãs se sentem chamadas a se doarem em um vida de oração e contemplação através do Carmelo e há ainda aqueles que corajosamente fazem uma escolha firme e definitiva pelo matrimônio, para mostrar a sociedade paganizada que o casamento tem um valor inestimável.
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Seminaristas do  Redemptoris Mater                   Irmãs do Carmelo                                        Famílias  Numerosas

 Sem explicar detalhadamente como acontece( porquê trata-se da questão das etapas do itinerário e si) em um momento específico do itinerário de formação cristã, os jovens que dele fazem parte são convidados a descobrir qual a vontade de Deus para a sua vida, para que o Senhor os chama. Para isso, eles são convidados a participar de encontros vocacionais que podem acontecer tanto a nível nacional um ano antes da Jornada Mundial da Juventude ou então a nível mundial durante as jornadas mundiais.
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                  Jovens das comunidades de todo o país participando do Encontro Vocacional em Brasília(2012)
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                                    Encontro Vocacional em Franca- São Paulo( 2015)
Geralmente esses encontros que acontecem no próprio país são em preparação para a Jornada Mundial. Após participarem da JMJ através da evangelização nas ruas de diversas regiões do mundo e de reafirmarem na fé através do encontro com Pedro( o Papa), os jovens das comunidades participam do encontro vocacional em si que sempre acontece um dia após o término da JMJ. Diversos bispos e cardeais da Igreja presidem esses encontros de discernimento vocacional, além disso neles sempre há a presença de Kiko Arguello, Carmén Hernandéz( participou dos encontros vocacionais até o ano de 2013) e Pe Mário Pezzi.
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                                   Encontro Vocacional na Jornada Mundial em Cracóvia( 2016)
O número de jovens que decidem ser padres ou viver uma vida de oração específica é simplesmente impressionante! Na Jornada Mundial de 2013 cerca de cinco mil jovens de todo o mundo se dispuseram a atender o chamado de Deus. Em Cracóvia, foram mais de sete mil.

Após participarem desse encontro, os jovens vivenciarão alguns encontros de discernimento antes de ingressarem no Seminário ou no Carmelo.

Em tempos onde os estudos, o trabalho, compromissos profissionais e sociais ocupam cada vez mais a vida do ser humano, é gratificante ver tantos jovens se entregando completamente e sem medo ao Senhor. Que Deus os abençoe!

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

A Palavra de Deus na vida do catecúmeno( Dei Verbum)

Continuando as publicações sobre as relações com os documentos conciliares( CV II), hoje falaremos um pouco sobre a constituição dogmática 'Dei Verbum' que foi promulgada em Novembro de 1965.
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Esse é um dos documentos mais importantes do Concílio Vaticano II por estabelecer uma nova relação entre Revelação Divina, Tradição da Igreja e SAGRADAS ESCRITURAS. Para os padres conciliares , "com esse documento a leitura e estudo dos livros sagrados, «a palavra de Deus» se difunda e resplandeça (2Tess 3,1), e o tesouro da revelação confiado à Igreja encha cada vez mais os corações dos homens"( Dei Verbum n° 26)

Cada documento conciliar trata de uma questão específica da Igreja, e além disso, apresenta uma proposta ou um pedido em relação ao que o documento apresenta em si. No caso desse documento sobre a palavra de Deus, há o seguinte pedido: "Do mesmo modo, o sagrado Concílio exorta com ardor e insistência todos os fiéis, mormente os religiosos, a que aprendam «a sublime ciência de Jesus Cristo» (Fil. 3,8) com a leitura frequente das divinas Escrituras, porque «a ignorância das Escrituras é ignorância de Cristo» (5). Debrucem-se, pois, gostosamente sobre o texto sagrado, quer através da sagrada Liturgia, rica de palavras divinas, quer pela leitura espiritual, quer por outros meios que se vão espalhando tão louvavelmente por toda a parte, com a aprovação e estímulo dos pastores da Igreja"

Durante algum tempo os homens acabaram deixando a Bíblia de lado e se tornaram indiferentes a ela, as Sagradas Escrituras já pareciam ter pouca ou nenhuma importância pois quase não era lida. Na sociedade dessacralizada, o homem se afastou de Deus e acabou deixando de escutar sua voz.

O que fazer diante dessa situação, perante o pedido da Igreja de que o homem se (re) aproxime da Palavra de Deus?

O Caminho Neocatecumenal tem conseguido oferecer uma resposta concreta ao pedido feito pela Igreja no Concílio Vaticano II. Esses homens e mulheres que não entendem muito da Bíblia, que algumas vezes não conseguem sequer manuseá-la, ao entrarem no itinerário de formação cristã através de algumas celebrações específicas aprendem a escutar a voz do Senhor através da leitura e da proclamação da Palavra de Deus. Muito mais do que apenas escutar, a palavra de Deus aos poucos começa a ser vivida pelos catecúmenos, pois as Sagradas Escrituras estão no centro da vida de cada um deles.
                                      

Quer conhecer a relação dos catecúmenos com a palavra de Deus na prática? Participe das catequeses em alguma paróquia e veja com seus próprios olhos como a palavra de Deus é importante no Caminho Neocatecumenal, e como ela pode se tornar ainda mais importante em sua vida também.

 
                                    

sábado, 22 de outubro de 2016

Uma Liturgia Viva parte II: A relação de Padre Farnés com a liturgia do Século XX e o início da renovação

Na postagem da última semana apresentamos informações importantes sobre o contexto da Renovação Litúrgica da Igreja que é necessária para entender a prática litúrgica no Caminho Neocatecumenal( para ler acesse o link: https://euamoneocatecumenato.blogspot.com.br/2016/10/uma-liturgia-viva-parte-1-renovacao.html)

Hoje vamos começar a conhecer alguns teólogos que foram importantes para a renovação da liturgia. Porém entre todos esses teólogos um em especial se destaca: o padre Farnés Scheres. Sobre ele, Kiko Arguello disse em uma conferência no ano de 2003: " Como o Deus utilizou do padre Farnés, com Carmen, comigo, com muitos dos irmãos das comunidades que se iniciaram em todo o mundo. O padre foi responsável pela gênese litúrgica do Caminho Neocatecumenal e o desenvolvimento de uma nova estética e arquitetura que favorecesse a vida cristã."

Mas quem é esse padre Farnés, que Kiko Arguello considera tão importante para o Neocatecumenato?

Padre Farnés Scherer nasceu na Espanha em 1925. Naquele ano, o país estava com uma série de problemas econômicos, sociais e religiosos que eram consequências da guerra civil Espanhola na qual houve uma grande perseguição religiosa em que inúmeros padres e bispos foram terrivelmente assassinados. 

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                                                 Imagem da Guerra Civil Espanhola
Em 1943 Farnés decidiu entrar no Seminário Conciliar de Barcelona para estudar filosofia e teologia e foi ordenado presbítero no dia 19 de Março de 1950( Solenidade de São José). Nos primeiros cinco anos de seu presbiterado, foi vigário de inúmeras paróquias de seu país e pároco de uma comunidade em Tarragona. Desde quando estava estudando no Seminário, Farnés tinha uma grande predileção e um amor grande pela liturgia. 

Um Movimento Litúrgico se iniciou em Catalunha e se espalhou por toda a Espanha. Em Montserrat aconteceu o primeiro período do movimento litúrgico espanhol, com a celebração de um congresso litúrgico em 1915. Através da restauração do canto gregoriano houve uma forte renovação da vida litúrgica. Por isso, podemos denominar o movimento litúrgico espanhol como uma renovação litúrgico musical. A restauração do canto gregoriano correspondia a um novo espírito litúrgico que foi se desenvolvendo na Europa nos primeiros anos do Século XX.

O  trabalho de difusão do novo espírito litúrgico influenciou principalmente a vida litúrgica das abadias. Através da liturgia vivida o espírito de renovação se espalhou por toda a Igreja. 

Em 1943 surge o centro de Pastoral Litúrgica de Paris que foi extremamente decisivo para promover o espírito litúrgico europeu.  Ao mesmo tempo, um laboratório de investigação de ciências religiosas e de buscas adequadas para o tempo da época  vivia um momento brilhante e influente. 

Em todo este contexto de renovação aparece uma das figuras mais importantes da renovação litúrgica proposta pelo Concílio Vaticano II: Padre Bernard Botte, monge francês que foi o primeiro diretor do citado centro de Pastoral Litúrgica de Paris. Esse padre era um dos exegetas mais prestigiados no que se refere á história da liturgia e o padre que mais havia estudado o Traditio de São Hipólito, que descreve um dos métodos catecumenais das primeiras comunidades cristãs. Em seus escritos sobre o movimento litúrgico, ele apresenta uma descrição própria sobre a prática litúrgica no início do século XX e o que ocasionou a reforma conciliar:

" Para conhecer um movimento litúrgico é necessário entender qual é o seu ponto de partida. Como era a prática litúrgica no início do século XX? A Missa era celebrada por padres que tinham o costume de falar de modo bem baixo, apenas aqueles que estavam sentados na primeira conseguiam escutar o que o presidente da celebração falava. Na proclamação do Evangelho e o escutávamos com respeito, porém poucos eram os que entendiam a importância desse Evangelho proclamado. Não era possível compreender as solenidades e nem a utilização de determinadas cores nos paramentos e nas vestes litúrgicas, como a cor preta na missa de corpo presente. Os fieis pouco entendiam o mistério que estavam celebrando, pois o missal não estava disponível para todos. Começou-se a criar o hábito de rezar o rosário durante a celebração, pois da Missa em si não era possível compreender praticamente nada. A única oração que os fiéis faziam junto com o sacerdote eram realizadas após a Santa Missa, três ave marias, uma Salve Rainha e outras orações prescritas por Leão XIII. Nesse tempo não se comungava e não se via relação entre a comunhão e a missa. Podia se receber a comunhão antes da Missa, depois da Missa ou até mesmo no meio da celebração, mas nunca no momento previsto pela Liturgia.  Se aconselhava comungar antes da celebração e participar da Missa como uma forma de ação de graças. Isso pode até parecer estranho, porém é possível levar em consideração as ideias e normas referentes á celebração eucarística da época. A Missa já não era a oração da comunidade cristã, mas era praticamente destinada ao Clero. Os fiéis participavam apenas rezando suas devoções pessoais, e a eucaristia parecia ser uma simples devoção pessoal."

                                               
                                                            Padre Bernard  Botte
Na década de 50 houve uma série de iniciativas realizadas para provocar mudanças no cenário litúrgico da Igreja.  Justamente nesse período padre Farnés decide estudar liturgia em Paris no Instituto Superior de Liturgia, que naquele período era o mais importante de todos os demais institutos e seminários litúrgicos. Esse instituto tinha uma série de professores renomados:  o citado padre Botte, Pe Louis Bouyer, anielou, Martimort, Jounel, Chavasse, Vogel e todos esses foram os grandes mestres determinantes na orientação hodierna da liturgia, e foram importantes para o desenvolvimento do Concílio Vaticano II desempenhando um papel pre poderante na reforma conciliar.  O padre Farnés teve inúmeras aulas com Pe Bernard Botte, que foi essencial para a sua compreensão acerca da participação ativa na Missa e da necessidade de uma renovação.

                                           
                                               
                                                         Pe Farnés Scherer

Continua....

Traduzido e adaptado de: " Eucaristia en el Camino Neocatecumenal": http://eucaristiaenelcaminoneocatecumenal.blogspot.com.br/

                                                    




O Caminho Neocatecumenal continua evangelizando no Japão

Algumas pessoas pensam que o Caminho Neocatecumenal encerrou suas atividades no Japão. Isso é mentira. Mesmo com o desejo de interromper as atividades da realidade eclesial,  o itinerário de formação cristã é  cada vez mais ativo  no país. O Papa Bento XVI solicitou que o Neocatecumenato permanecesse no Japão sem nenhum tipo de interrupção, o Vigário de Cristo abençoou e sempre apoiou as iniciativas de evangelização das comunidades neocatecumenais. Essa é a verdade, e essa verdade elimina qualquer dúvida de que o Caminho esteja atendendo as solicitações da Igreja.

A família nesse vídeo( em inglês) foi envidada pelo papa Francisco como missionários para o Japão.


sexta-feira, 21 de outubro de 2016

E se o que dizem sobre o Caminho Neocatecumenal fosse verdade?

Há muitas mentiras, boatos, suposições e impressões pessoais que são tidas como verdades absolutas por aqueles que dentro da Igreja se opõem ao Caminho Neocatecumenal e fazem críticas ao mesmo. Infelizmente essas pessoas prejudicam aqueles que tem interesse em participar do itinerário mas ao lerem as "críticas" na Internet ou a escutarem de alguém, acabam desistindo. Sim: em alguns casos essas acusações feitas a realidade eclesial podem até mesmo impedir que as pessoas que se afastaram da Igreja se reencontrem com Cristo e façam parte de uma comunidade cristã.

A grande maioria daqueles que criticam essa realidade eclesial esperam que a Igreja acabe com ela, que o Caminho Neocatecumenal deixe de existir. Seria isso possível?  

Para que um movimento, grupo, pastoral ou serviço seja desfeito pela Igreja e deixe de existir são necessárias duas coisas:

1) Que nesse movimento ou grupo se ensinem heresias ou aquilo que não está de acordo com a doutrina e fé católica: O Caminho Neocatecumenal "ensina" aquilo que a Igreja ensinou. A aprovação do Diretório Catequético e dos estatuto é garantia de conformidade com toda a Doutrina da Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica. O Diretório Catequético está repleto de citações do Catecismo da Igreja Católica, de documentos magisteriais e conciliares, de trechos da Sagrada Escritura e vale a pena ressaltar que ele foi minuciosamente analisado pela igreja.

2) Que esse movimento ou grupo não seja mais necessário para a Igreja em determinado momento:
As necessidades de evangelização ainda se fazem presentes e a Igreja ainda precisa exercer muito a sua ação missionária, e o Neocatecumenato é "necessário" justamente para isso. Milhares de famílias e comunidades se dispõem anualmente a evangelizar em qualquer país do mundo. O Caminho é uma excelente ferramenta que a Igreja pode utilizar para evangelizar em ambientes descristianizados.

Analisando esses dois pontos, podemos ter a certeza de que o itinerário de formação cristã se fará presente na Igreja durante longos anos.

No entanto vamos trabalhar com a suposição/hipótese de que todas as mentiras acerca do Caminho Neocatecumenal são verdadeiras, que os relatos exagerados sobre as experiências no itinerário são bem fundamentadas e que aqueles que fazem as críticas estão completamente corretos. Se fosse assim, poderíamos afirmar que o Neocatecumenato é uma realidade eclesial:

* Completamente Herética
* Com diversos erros comportamentais
* Desobediente a Igreja

Aqueles que fazem parte do Itinerário de formação cristã ou o conhecem de perto sabem que ele não é nada disso, mas justamente o contrário. No entanto se isso fosse verdade, como a Igreja agiria?

Atualmente é difícil encontrar erros graves nos novos movimentos e realidades eclesiais. Quando há uma gravidade muito grande em tais erros, a Igreja não tem outra opção senão acabar com tais realidades, como aconteceu com o movimento  'Sillon' condenado por São Pio X por ter relações com o socialismo, com a corrente  'Teologia da Libertação' condenada por São João Paulo II e Bento XVI  e mais recentemente com a congregação  'Menino Jesus de Gallinaro' excomungada pelo Papa Francisco por ensinar abertamente heresias. 

Os movimentos e realidades eclesiais surgidos no Concílio Vaticano II estão presentes em todo o  mundo e possuem uma influência enorme entre os leigos e acabar com alguns deles poderia se tornar um grande problema para a igreja. Exatamente por isso, a   Igreja trabalha com  a prática da correção fraterna e concreta, e não com a possibilidade de extinguir as suas realidades eclesiais. Se no Caminho Neocatecumenal houvesse algum erro de doutrina não tão grave, certamente o Santo Padre os Cardeais  fariam o possível para o corrigir, se houvessem erros comportamentais a Igreja também interviria e se fossem de fato desobedientes a Igreja mostraria com insistência a importância de se obedecer. A possibilidade de acabar com o itinerário seria quase inexistente.

Reafirmo que o Caminho Neocatecumenal, a Renovação Carismática Católica, as Novas Comunidades, o Opus Dei, os Focolares, as novas comunidades não são isentos de erros porém eles não possuem um grau elevado de gravidade.  Na grande maioria dos casos, os problemas nos citados movimentos não está  na essência deles em si, mas eles acontecem devido a debilidade e a fraqueza de seus membros, que não são anjos perfeitos que nunca erram e sim homens comuns.

As críticas e acusações contra o Caminho Neocatecumenal se espalham  de modo muito rápido na Internet e fazem muito "barulho", no entanto pode-se concluir que a grande maioria delas( digamos que (99,9999999%) não possui fundamento algum pois são feitas a partir de meras impressões pessoais, boatos, rumores, MENTIRAS e análises exageradas. Elas não se baseiam na verdade e por isso não são dignas de atenção.

domingo, 16 de outubro de 2016

Sobre o padre Enrico Zoffoli e suas considerações acerca do Caminho Neocatecumenal- Parte I

O Pe Enrico Zoffoli foi  importante para a Igreja na Itália entre as décadas de 40 e 70, é considerado por muitos um grande teólogo e escreveu muitos livros apologéticos, de espiritualidade e de teologia. 

O padre passionista dedicou alguns anos de seu sacerdócio para alertar a Igreja Católica sobre supostos erros, heresiais e problemas comportamentais que estavam presentes no Caminho Neocatecumenal. Escreveu diversas obras como: Heresias do Caminho NeocatecumenalCatequese Neocatecumenal e ortodoxia do Papa, e Verdade do Caminho Neocatecumenal. 

                                                    
                                                Algumas obras de pe Enrico
Sim, talvez o padre tivesse realizado essas críticas e assumido uma posição de oposição ao Neocatecumenato por uma boa intenção, além disso a realidade eclesial ainda estava se iniciando e até mesmo uma parte do clero não entendia muito bem o intuito da presença de um itinerário de formação cristã nas paróquias e acabam se deixando levar por meros boatos que eram espalhados. Porém, os juízos feitos pelo padre Enrico sobre o Caminho Neocatecumenal são completamente errados! Ao iniciar a leitura de uma das citadas obras do padre, é possível perceber que o que está escrito nelas e o que pe Enrico fala não condiz com a verdade. Sabemos que a aprovação definitiva do Papa ao Caminho Neocatecumenal se deu apenas em 2008, porém ainda naquela época a Igreja já apoiava e reconhecia o trabalho de evangelização realizado por essa realidade eclesial, e o grande problema de algumas obras de Pe Enrico é justamente esse: considerar herética uma realidade da Igreja, contrariando assim as autoridades competentes pelo reconhecimento do Caminho Neocatecumenal e até mesmo o Papa.

Nos citados livros de Pe Enrico, ele fez uma série de acusações contra o Caminho Neocatecumenal. Gostaríamos de colocar aqui algumas delas é mostrar como ele estava completamente errado.

Segundo o padre, no interior do Caminho Neocatecumenal se ensina que:

1) o homem, mesmo sofrendo as conseqüências do pecado original, não seja mais capaz de resistir ao mal e de fazer o bem: a sua liberdade e responsabilidade moral é indiscutível, contra o pessimismo luterano. ==> ERRADO

Resposta: Tal afirmação não pode ser tida como verdadeira, pois o maior intuito do itinerário de formação cristã é fazer com que o homem possa se converter. O anúncio do Kerigma, a vida em comunidade, a escuta da palavra de Deus e a participação o ajudam justamente a voltar a sua vida para o Senhor.

2) O homem não possui culpa nenhuma pelo pecado,o culpado pelo mesmos é o diabo. ==> ERRADO

Resposta: Essa é uma grande heresia, e se é heresia não pode estar na Igreja, logo, não está presente no Caminho Neocatecumenal. Os catecúmenos aprendem a reconhecer que satanás também age, porém ninguém ensina que a culpa dos pecados cometidos é dele, mas sim justamente o contrário. Em diversas etapas do itinerário os membros do mesmo sabem reconhecer que pecam e que a culpa de seus pecados é deles. Todos tem consciência de são pecadores e assumem os pecados cometidos, além de terem a certeza de que Cristo também os assumiu na cruz e sempre os perdoa.

3) O Homem não consegue mais lutar contra as suas próprias paixões e nem se esforçar para alcançar a santidade  ==> ERRADO.

Resposta: Sim! O homem não consegue lutar contra os próprios pecados e paixões... SOZINHOS! Mas com o auxílio de Cristo conseguem isto e muito mais. Se no Neocatecumenato se ensinasse que não é possível lutar contra as próprias paixões, não se veriam tantas pessoas nas comunidades que deixaram as drogas, a prostituição, uma vida mundana, o apego exacerbado pelo dinheiro... por amor a Cristo . Os catecúmenos, iluminados pela palavra de Deus, buscam a conversão sempre que possível.... porém eles são humanos e caem muitas vezes, porém recorrem ao auxílio de Cristo.

4) A conversão comporta  apenas o reconhecimento e a acusação dos próprios pecados com a esperança do perdão de Deus; e não exija, portanto, também, a contrição e o firme propósito de não pecar mais. ==> ERRADO.

Resposta: Seguindo a doutrina católica, se mostra que é necessário o arrependimento, a confissão e o desejo de não mais pecar.

5) religiosidade, fundada sobre a natureza e a razão do homem, não seja um verdadeiro e digno culto devido a Deus qual Criador e Providência, e não seja por isso a legítima e obrigatória etapa a alcançar, necessária para que o homem chegue a adorar o Deus vivo da Revelação hebraica-cristã.

Resposta: A religiosidade natural não é uma realidade essencialmente ruim, como o nome já diz ela faz parte da natureza do homem. Contudo o Cristianismo é muito mais do que uma mera "religiosidade" e os catequistas tentam de certo modo fazer com que se compreenda isso, pois Cristo espera aqueles que são os adoradores que o adorarão em espírito e verdade.

6)É falso e blasfemo afirmar que Jesus, Verbo encarnado, não tenha redemido a Humanidade pecadora, expiando as suas culpas com o Sacrifício da Cruz. ==> ERRADO

Resposta:Não há provas em nenhum livro e nem nas palavras de nenhum responsável pelo Caminho Neocatecumenal disso. Essa afirmação não é verdadeira porquê

a) No Caminho Neocatecumenal a cruz e o sacrifício de Cristo tem uma importância e um significado único e essencial.
b) Não haveria na celebração da palavra, na eucaristia e em praticamente todos os encontros do Caminho uma bela cruz 
c) Se os catecúmenos não acreditassem na remição feita por Cristo, a Sexta-Feira Santa seria um dia sem importância alguma. No entanto todos eles  participam com piedade da Ação Litúrgica da paixão do Senhor, que está inserida no Tríduo Pascal.
d) Quando se realiza o anúncio do Kerigma, se anuncia a ressurreição do Senhor e se esse anuncio é feito, é porque se acredita firmemente que antes da gloriosa Ressurreição de Cristo ele sofreu muito por amor na cruz. Se Kiko Arguello, Carmen ou Padre Mário não vissem na Cruz importância, se não vissem nela a remissão dos pecados não teriam gastado as suas vidas anunciando o Kerigma.

7) No Caminho Neocatecumenal Jesus não é tido como um modelo de vida ==> Errado

Resposta: Pe Zoffoli deve ter chegado á essa errônea conclusão ao ter escutado algum catequista dizer que a fé cristã não pode ser resumida a um moralismo! E isso está corretíssimo, e não é um ensinamento de Kiko ou de alguém do Caminho, mas de ninguém mais que o papa Emérito Bento XVI que disse essas mesmas palavras:

 http://blog.comshalom.org/carmadelio/7291-cristianismo-nao-e-moralismo-afirma-o-papa-a-seminaristas

Continua nas próximas publicações....

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sábado, 15 de outubro de 2016

Atitudes de ex-membros das realidades eclesiais

O pequeno trecho de um artigo presente logo abaixo  são considerações do cardeal Christoph Schonborn, arcebispo de Viena e doutor em teologia.

Nele, o cardeal aborda as críticas que geralmente são feitas a todas as realidades da Igreja, como as comunidades religiosas.

No trecho aqui inserido, se fala da atitude prejudicial que alguns dos membros que deixam as realidades eclesiais acabam tomando. Card. Schonborn cita como exemplo as comunidades e congregações religiosas, mas as ideias apresentadas por ele também podem ser facilmente relacionadas com o Neocatecumenato e com muitos movimentos surgidos no Concílio Vaticano II.

" Em todas as novas comunidades da Igreja os novos membros das mesmas possuem um tempo de conhecimento recíproco, de crescimento e de auto exame como forma de preparação para um compromisso definitivo. Os superiores possuem o pleno direito de expulsar aqueles que tomam certas atitudes que não condizem com a comunidade que pretendem fazem parte. Infelizmente, existem abandonos ou expulsões até mesmo da parte de membros que assumiram compromissos definitivos. Alguns daqueles que abandonam as realidades eclesiais continuam tendo uma boa relação com os superiores e membros delas.

Porém alguns ex membros tem uma grande insistência em divulgar suas experiência negativas nos meios de comunicação sociais.  Onde há pessoas que convivem juntas( comunidades novas, congregações religiosas, pastorais, grupos e movimentos) há inevitavelmente LIMITES E DEBILIDADES, PORÉM, ESSAS DUAS REALIDADES NÃO PODEM SER GENERALIZADAS, COMO SE UM OU OUTRO PROBLEMA ESTIVESSEM PRESENTES NA REALIDADE ECLESIAL DE MODO GERAL.  
A divulgação de supostas experiências negativas são sempre dolorosas para toda a Igreja, e essas experiência na grande maioria das vezes são amplamente divulgadas pela publicidade secular que não interessa com a doutrina da Igreja, mas apenas comportamentos ruins que se fazem presentes no interior dela. Os meios de comunicação seculares tem o objetivo de destacar que a Igreja em suas diversas realidades é uma sociedade de contradição.

O informe do Vaticano de 1986 sobre o "fenômeno das seitas ou novos movimentos religiosos" afirma que atitudes sectárias( intolerância ou proselitismo agressivo) NÃO são suficientes para constituir uma seita pois podem estar presentes também em comunidades eclesiais. Se existir algum grupo que infelizmente possua uma ou outra atitude sectária, o mesmo pode ser transformado positivamente mediante um aprofundamento de sua formação cristã e através do contato com outros cristãos.  Nesse sentido pode haver um crescimento de pensamento e atitude mais eclesiais. Essa atitude eclesial deve ser fazer presente principalmente nas comunidades, que devem apresentar o seu carisma como um autentico dom divino em meio aos outros.

Hoje, em vários países do mundo, há a grande necessidade de viver com mais força o Evangelho anunciado por Cristo, e mesmo com todas as debilidades humanas servir à igreja e ao Papa. Os novos carismas são verdadeiros sinais de esperança e infelizmente são vistos por alguns como realidades estranhas. Porém não é possível negar que todas elas foram inspirados pelo Espírito Santo, que possuem uma essência verdadeiramente boa e que buscam estar a serviço da Igreja."

Traduzido e adaptado do texto: " Hay sectas dentro de la Iglesia Catlica?" do Cardeal Christoph Schonborn. Link: https://drive.google.com/file/d/0BwdbyhdEqoAJcnpibXRNY2Vhc1E/view'

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Desmentindo mitos: O Caminho Neocatecumenal divide as famílias?

Uma das mais absurdas acusações que fazem sobre o Caminho Neocatecumenal é que este divide a família, que cria inimizades, que faz com aqueles que pertencem a esta realidade escolher entre a igreja ou a família.... entre outras afirmações sem fundamento algum.

Uma das coisas mais importantes no Neocatecumenato são justamente os ensinamentos sobre a família. Todos podem ver os frutos relacionados a ela: vocações sacerdotais e religiosas, famílias inteiras em missão pelo mundo, famílias inteiras reconstruídas.... Mas que isso não soe como triunfalismo, digo isso porquê dá muito desconforto quando certos blogs que se dizem católicos se dão à vergonhosa tarefa de atacar, mentir, e ridicularizar essa realidade eclesial com fotos, vídeos e tudo o que é possível.... Não é atacando os católicos que se evangeliza! Se você critica injustamente alguma realidade eclesial te digo o seguinte: Não "morda" aqueles que vivem a mesma fé que você em um carisma específico. Cristo deu a sua vida para sermos irmãos!

Em honra á verdade, abaixo há um longo trecho de todo o ensinamento e de toda a prática do Caminho Neocatecumenal sobre a família:

Sobre a transmissão da fé aos filhos
 Intervenção de Kiko Arguello em Manila, 2003

" Me convidaram para falar brevemente sobre a forma com a qual as famílias que se encontram nas comunidades neocatecumenais transmitem a fé aos filhos. Milhares de família atualmente se encontram diante do grave problema em que os filhos decidem deixar a igreja ao entrarem na escola ou na Universidade. Como as famílias cristãs podem responder à essa verdadeira secularização, a esta mudança de tempos e a um ambiente completamente contrário aos valores cristãos?

Deus se manifestou ao seu povo no Monte Sinai. O Senhor escolheu um povo para eleger e para se revelar a ele e à humanidade inteira. Escolheu um grupo de escravos do Egito e começou a os guiar. Deus se revelou durante a história do mundo. Depois de fazer inúmeros milagres como abrir um mar  e guiando o povo no deserto ,Ele fez uma aliança com o povo.

Deus falou pela primeira vez( Shemá Israel Adonai Elohenu....) e o mundo inteiro tremeu com  a sua voz! Eu sou o único! E tu amarás apenas  o Senhor teu Deus como todo o teu coração, com todas as tuas forças como amas a ti mesmo, e passará esse ensinamento a diante: repetirás isto aos teus filhos em casa em todos os momentos. Isto disse o Senhor

A palavra "Shemá" é hoje o credo fundamental de Israel, os hebreus ortodoxos o proclamam três vezes ao dia.  Este texto foi  tão importante para o povo hebreu  ao longo dos séculos  que manteve a família hebraica unida, e ele nos ensina a entender a importância da transmissão da fé para os filhos e mostra ainda que este foi um mandamento dado por Deus para os pais e não pode ser delegado para nenhuma outra pessoa. São os pais que devem contar aos seus filhos tudo o que Deus fez em seu favor.

Eu estive com muitas famílias católicas, muitos membros da ação católica* e membros de outros movimentos eclesiais que pediram às paróquias que pertenciam que os responsáveis pela catequese paroquial de alguma forma transmitissem a fé aos seus filhos, porém, anos depois quando eles cresceram e entraram em uma Universidade acabaram perdendo a fé. Esses pais não obedeceram o mandamento no qual eles são os primeiros que transmitem a fé aos filhos, segundo o mandamento divino.

Para os primeiros cristãos a transmissão da fé para os filhos era algo primordial, era uma tradição que foi se mantendo de modos distintos entre as famílias cristãs ao longo dos séculos e justamente nessa época é numerosa a quantidade de crianças e jovens que entregaram a sua vida, que foram martirizados.

O Caminho Neocatecumenal, enquanto iniciação cristã presente nas paróquias e dioceses, ensina que os pais devem transmitir a fé a seus filhos de modo particular em uma celebração especial, em uma liturgia doméstica.

Ensinamos que a família cristã participa de três altares:

O primeiro é o santo altar da Eucaristia, onde Jesus oferece o sacrifício de sua vida para a nossa salvação. O segundo altar é o leito nupcial, no qual se concretiza o sacramento do matrimônio e se dá a vida à novos filhos, ensinamos como o ato conjugal deve ser realizado e que se deve rezar antes de realizar o mesmo, os filhos aprendem que o quarto de seus pais é um lugar santo. Os cristãos precisam compreender que o leito nupcial é um lugar de honra e santo! Por fim, o terceiro altar é a mesa de casa onde toda a família se reúne para comer, agradecendo à Deus pelos seus dons. A celebração doméstica onde se transmite a fé aos filhos acontece ao redor dessa mesma mesa!

Depois de mais de trinta anos de Caminho Neocatecumenal, um dos frutos que mais dá consolação é ver tantas famílias reconstruídas e que se tornam um verdadeiro santuário doméstico da Igreja. Todas as famílias que fazem o itinerário de iniciação cristãs estão completamente abertas à vida, tanto é que o Neocatecumenato possui uma das mais altas taxas de natalidade do mundo- são cerca de 5 filhos por família. Enfatizamos a importância de se ter um filho e o entregar à Deus. Além das orações feitas pela manhã e pela tarde, os filhos participam com os seus pais.

Essa transmissão da fé acontece no Dia do Senhor( o Domingo) em uma celebração doméstica, ou seja, na própria casa dos catecúmenos. Nessa celebração tudo é feito com muito zelo: se prepara a mesa com um manto branco, se colocam flores, velas e a palavra de Deus. Um dos filhos toca o violão, outros uma flauta, e todos rezam com os pais e irmãos da comunidade. Se faz a oração das laudes e em seguida o pai escolhe um trecho do Evangelho para ler( que pode ser o mesmo evangelho dominical) e em seguida pergunta: O que Deus te diz através dessa palavra? Impressiona ver como as crianças conseguem aplicar o que a palavra de Deus propõe em suas vidas.

O resultado dessa preciosa atenção dos pais a seus respectivos filhos é que praticamente 100% dos filhos de catecúmenos permanecem na Igreja, raramente a deixam. È por isso que os encontros vocacionais estão sempre repletos de jovens! As comunidades neocatecumenais das paróquias também possuem muitos catecúmenos jovens!

Estou convencido de que a batalha que a Igreja vai enfrentar no terceiro milênio envolve a família, o futuro dela está em jogo. Sobre a base dessa experiência de mais de 30 anos com famílias de diferentes classes sociais e culturas, podemos fazer algo válido pelas famílias, por Cristo e pelo mundo, não vamos fazer um esquema em um papel qualquer mas sim algo sério e concreto, um verdadeiro auxílio para toda a Igreja, uma experiência do Caminho Neocatecumenal através da qual a Igreja pode ajudar os pais a transmitirem a fé a seus filhos. Creio que isso é uma grande contribuição para a Igreja e para os cristãos." Kiko Arguello, iniciador do Caminho Neocatecumenal

* Ação católica: Movimento eclesial popular na Argentina e em Madrid
** Traduzido do site Cruz Gloriosa. Link: http://www.cruzgloriosa.org/el-camino-neocatecumenal-divide-a-la-familia/
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